Há 20 anos previa-se que o causador de um conflito internacional de proporções mundiais seria o petróleo. Acreditava-se que o início da luta armada aconteceria em uma nação membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Hoje, os meios de comunicação e os debates internacionais mostram que a água potável do planeta pode se tornar tão escassa a ponto de causar guerras. Texto publicado na internet fala que o Brasil será uma espécie de OPEP da água.
A Organização das Nações Unidas (ONU), há cerca de 10 anos, vem alertando para o problema da escassez mundial e estipula que 2,7 bilhões de pessoas – cerca de dois terços da humanidade – vão sofrer com severa falta de água até 2025.
O diretor da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura, diz que nenhuma região do planeta poderá evitar as repercussões da crise que atinge todos os aspectos da vida, desde a saúde das crianças até a capacidade das nações para alimentar seus cidadãos. As previsões para o futuro são de fome, doenças e guerras.
– Os abastecimentos de água diminuem, enquanto a demanda cresce em um ritmo espantoso e insustentável. Nos próximos 20 anos, a média mundial de abastecimento de água por habitante diminuirá em um terço – diz Matsuura.
A escassez no mundo
Nos últimos 40 anos, a humanidade desenvolveu novas técnicas de irrigação agrícola e aprimorou os processos de industrialização. O número de habitantes do planeta cresceu, atingindo hoje os 6 bilhões. Com tudo isso, o consumo mundial de água quadruplicou: 73% da água doce consumida no mundo vai para a agricultura, 21% para a indústria e o restante (6%) para o uso doméstico.
O consumo de água per capita nas áreas residenciais dos Estados Unidos e do Japão chega a 350 litros diários e na Europa, a 200 litros. Porém, nas nações em desenvolvimento, metade da população não tem acesso sequer à água encanada. No Brasil, há 3,6 milhões de famílias sem água tratada. Nas áreas mais pobres do planeta, como a África subsaariana, cada pessoa consome entre 10 e 20 litros por dia.
Segundo o documento ‘Informe Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos’, divulgado pela ONU, a água potável do mundo diminuirá continuamente.
Alguns países árabes já necessitam importar água potável a preços superiores ao petróleo que exportam. Cerca de 26 nações do mundo sofrem, já nos dias de hoje, com a escassez de abastecimento.
A Organização das Nações Unidas (ONU), há cerca de 10 anos, vem alertando para o problema da escassez mundial e estipula que 2,7 bilhões de pessoas – cerca de dois terços da humanidade – vão sofrer com severa falta de água até 2025.
O diretor da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura, diz que nenhuma região do planeta poderá evitar as repercussões da crise que atinge todos os aspectos da vida, desde a saúde das crianças até a capacidade das nações para alimentar seus cidadãos. As previsões para o futuro são de fome, doenças e guerras.
– Os abastecimentos de água diminuem, enquanto a demanda cresce em um ritmo espantoso e insustentável. Nos próximos 20 anos, a média mundial de abastecimento de água por habitante diminuirá em um terço – diz Matsuura.
A escassez no mundo
Nos últimos 40 anos, a humanidade desenvolveu novas técnicas de irrigação agrícola e aprimorou os processos de industrialização. O número de habitantes do planeta cresceu, atingindo hoje os 6 bilhões. Com tudo isso, o consumo mundial de água quadruplicou: 73% da água doce consumida no mundo vai para a agricultura, 21% para a indústria e o restante (6%) para o uso doméstico.
O consumo de água per capita nas áreas residenciais dos Estados Unidos e do Japão chega a 350 litros diários e na Europa, a 200 litros. Porém, nas nações em desenvolvimento, metade da população não tem acesso sequer à água encanada. No Brasil, há 3,6 milhões de famílias sem água tratada. Nas áreas mais pobres do planeta, como a África subsaariana, cada pessoa consome entre 10 e 20 litros por dia.
Segundo o documento ‘Informe Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos’, divulgado pela ONU, a água potável do mundo diminuirá continuamente.
Alguns países árabes já necessitam importar água potável a preços superiores ao petróleo que exportam. Cerca de 26 nações do mundo sofrem, já nos dias de hoje, com a escassez de abastecimento.
Água será o petróleo do futuro, diz pesquisador
A água será o petróleo do século 21. A declaração sobre a atual situação do líquido no planeta fez parte da palestra do ecólogo José Galízia Tundisi, em Foz. Cerca de 100 pessoas assistiram a explanação no lançamento do livro “Água no Século XXI: Enfrentando a Escassez”.
A água será o petróleo do século 21. Essa e outras declarações sobre a atual situação do líquido no planeta fizeram parte da palestra do ecólogo José Galízia Tundisi, sábado, 9, em Foz do Iguaçu. Cerca de 100 pessoas assistiram a explanação no lançamento do livro “Água no Século XXI: Enfrentando a Escassez”, editado em 2003.
Tundisi é presidente honorário do Instituto Internacional de Ecologia (IIE), sediado em São Carlos (SP) e trabalha com o tema desde 1960. Também já trabalhou com Agência Espacial Americana (Nasa) e em várias regiões do planeta.
Segundo ele, a disponibilidade da água no planeta é cada vez menor e ao mesmo tempo a demanda é cada vez maior. Tundisi acredita que a água vai se transformar, no curto prazo, no líquido mais precioso, com o esgotamento do estoque petrolífero da Terra.
A contaminação do meio ambiente, desmatamento, expansão urbana e construção de usinas hidrelétricas vem comprometendo as principais bacias hidrográficas do globo. O ecólogo revelou ainda que as mudanças globais, como o aquecimento da Terra, vão provocar um conjunto de transformações que pode afetar várias regiões do planeta.
O professor disse que o principal item de contaminação da água é o esgoto (doméstico e de criação de animais), seguido de nutrientes de origem agrícola (agrotóxicos), mineração (extração de areia e minérios) e atividades industriais (produtos químicos).
Custo - Ele culpa a urbanização acelerada, citando 33 megacidades com mais de oito milhões de habitantes e 500 cidades com mais de um milhão de pessoas. A cidade de São Paulo é um dos exemplos dado sobre o custo para obtenção de água potável para a população, gastando R$ 200 para purificar mil litros de água, enquanto São Carlos, distante 40 quilômetro da capital, gasta R$ 2.
O segredo de produzir água tratada tão barata, disse ele, é conservar os mananciais, bastando adicionar cloro, enquanto os sistemas de abastecimento de São Paulo (Guarapiranga e Billings), têm as margens das represas ocupadas por centenas de favelas, gerando inúmeras fontes de poluição.
O professor mostrou preocupação quanto à utilização das águas subterrâneas do Brasil, especialmente do Aqüífero Guarani. Em sua opinião, a falta de regulamentação do setor pode comprometer a reserva através da contaminação e infiltração de águas salinas, a exemplo do que vem acontecendo em Cuba.
Mas ele também mostrou soluções para o problema da água, apontando a instalação de comitês de Bacias Hidrográficas, experiência recente que foi instalado no rio Paraíba do Sul (SP). Para Tundisi, o pensamento de uma gestão compartilhada da sociedade preocupando-se com a montante e jusante de um rio é uma maneira de buscar a recuperação dos sistemas aquáticos.
“Conservar é mais barato do que recuperar”, disse o professor se referindo aos milhões de dólares que vem sendo gasto pelo governo para recuperar partes do rio Tietê.
Cobrança – No Brasil existem dois tipos de cobrança pelo uso da água: a condominial (instituída a critério dos Comitês de Bacias Hidrográficas, paga pelos usuários de água) e a compulsória (definida em lei e paga pelos usuários de eletricidade às geradoras de energia).
A cobrança pelo uso da água, prevista no país desde 1934 com o Decreto Lei 24.643 (Código das Águas), pode ser empregada para induzir aos consumidores a usarem a água com racionalidade.
Com a Lei 9.433/1997 (Lei das Águas) foram estabelecidos os mecanismos para cobrança, a área (bacia hidrográfica) que irá pagar, quem vai decidir sobre os valores, a forma de aplicação e horizonte temporal (Comitê de Bacia) e quem executará as ações oriundas dos recursos arrecadados (Agência de Águas).
Água no século XXI:
Enfrentando a Escassez
Enfrentando a Escassez
O livro apresenta os problemas de recursos hídricos mesclando a tradicional descrição do conhecimento básico com a realidade prática em que a interdisciplinaridade dos diferentes enfoques é essencial. O autor apresenta e discute processos críticos que envolvem a ação do homem sobre o ciclo hidrológico terrestre e a necessidade de uma gestão integrada e adaptativa de bacias hidrográficas.
A riqueza de informações disponibilizada pelo autor em nível nacional e internacional permite avaliar os diferentes cenários para os diferentes sistemas hídricos, visando a seu adequado uso e conservação. Neste livro discutem-se os aspectos econômicos dos usos múltiplos e do ciclo das águas, as relações entre saúde humana e a qualidade das águas e a necessária organização institucional e gerencial para fazer frente às demandas, às crises de abastecimento e aos conflitos nacionais e internacionais.
O texto permite uma visão conjunta e atualizada dos recursos hídricos, constituindo, sem dúvida, excelente contribuição para o conhecimento atual sobre o assunto.

1 comentários:
Vai to nem aí para essa guerra
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